Brasília - Com mais um ano de aumento do desemprego e redução da renda dos brasileiros, a telefonia celular registrou uma queda de 5,33% na base de clientes em 2016, com a perda líquida de 13,747 milhões de linhas. De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira, 26, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a crise no setor foi maior nas regiões Norte e Nordeste.
O cancelamento de linhas em 2016 ocorreu principalmente na modalidade pré-paga do serviço, com uma queda de 10,7%. Já o serviço pós-pago registrou crescimento no ano, chegando a quase um terço dos acesso ativos no fim do ano.
E enquanto as tecnologias mais antigas - 2G e 3G - têm cada vez menos participação na base de usuários, o 4G avançou 136,20% em 2016, com a migração de 34,657 milhões de clientes para o padrão mais rápido de internet móvel.
Apenas pequenos operadores virtuais do serviço, como Datora e Porto Seguro registraram aumento de clientes no ano passado. Os grandes grupos do setor, como Oi, Claro e TIM perderam clientes e a Telefônica Vivo manteve sua base estável.
Da mesma forma, a telefonia fixa manteve a tendência de queda registrada em outros anos. As empresas autorizadas no serviço registraram uma diminuição de 6,30%, com o cancelamento de 1,148 milhão de linhas. Já as concessionárias tiveram uma queda de 2,74%, com 696.602 contratos perdidos.
A TV por assinatura também teve queda no ano passado, com a perda de 311.362 assinantes, ou 1,63% do total. Somente no último mês do ano, o cancelamento líquido chegou a 82.819 clientes. Ainda assim, a Oi obteve uma expansão de 11,61% na sua base, com 135.630 novos assinantes.

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Já a banda larga fixa foi o único serviço de telecomunicações que registrou crescimento em 2016. No total, foram 1,104 milhão de novos contratos líquidos, que representam uma expansão de 4,33% na base de clientes dessa modalidade. A TIM liderou o crescimento da banda larga fixa no ano passado, com uma taxa de 29,04% na ampliação do serviço, seguida pela Sky (17,46%) e pela Cabo (14,38%). Já os pequenos grupos, que detém menos de 50 mil contratos cada, tiveram expansão de 18,05%.

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