A Agên­cia Na­cio­nal de Te­le­co­mu­ni­ca­ções (Ana­tel) ­quer que a te­le­fo­nia fi­xa che­gue ao ­maior nú­me­ro de do­mi­cí­lios do Bra­sil, se pos­sí­vel aos 100%. A in­for­ma­ção é do eco­no­mis­ta ­João Re­zen­de, de Lon­dri­na, que é con­se­lhei­ro da agên­cia. Se­gun­do ele, o pla­no ela­bo­ra­do pe­lo ór­gão re­gu­la­dor con­sis­te em fa­ci­li­tar o aces­so do te­le­fo­ne fi­xo às fa­mí­lias de bai­xa ren­da aten­di­das pe­lo pro­gra­ma Bol­sa Fa­mí­lia e tam­bém aos mo­ra­do­res da zo­na ru­ral.
  A me­di­da de­ve be­ne­fi­ciar cer­ca de 750 mil fa­mí­lias no Pa­ra­ná. São 450 mil fa­mí­lias que mo­ram na zo­na ru­ral, de acor­do com o úl­ti­mo cen­so do IB­GE, e ou­tras 300 mil que mo­ram nas ci­da­des e são aten­di­das pe­lo Bol­sa Fa­mí­lia (qua­se 60% do to­tal de fa­mí­lias ca­das­tra­das pe­lo pro­gra­ma no es­ta­do).
  Ho­je, cer­ca de 12 mi­lhões dos 55 mi­lhões de do­mi­cí­lios exis­ten­tes no Bra­sil ain­da não têm o te­le­fo­ne con­ven­cio­nal, o que dá uma mé­dia de uma em ca­da qua­tro re­si­dên­cias sem o ser­vi­ço. Já o nú­me­ro de te­le­fo­nes ce­lu­la­res che­gou a 202 mi­lhões de apa­re­lhos, su­pe­ran­do o nú­me­ro de ha­bi­tan­tes, que é de 190,7 mi­lhões, de acor­do com o úl­ti­mo cen­so do IB­GE.
  A as­si­na­tu­ra bá­si­ca do te­le­fo­ne fi­xo no no­vo pla­no da Ana­tel vai va­riar en­tre R$ 9,90 e R$ 13,30, a tí­tu­lo de in­cen­ti­vo, con­tra os R$ 40,00 co­bra­dos atual­men­te de to­dos os as­si­nan­tes. A ­maior par­te dos do­mi­cí­lios sem te­le­fo­ne fi­xo no Bra­sil es­tá na zo­na ru­ral, cer­ca de 8 mi­lhões, e en­tre ­eles, mui­tos são de pes­soas que por coin­ci­dên­cia já es­tão ca­das­tra­dos no Bol­sa Fa­mí­lia.


● No Brasil, os primeiros telefones foram instalados no Rio de Janeiro, em 1883


● A telefonia rural vai funcionar pelo sistema de rádio na frequência 450 megahertz. Cada torre, que recebe o nome de Estação Rádio Base (ERB), vai cobrir uma extensão entre 30 a 50 quilômetros

mockup