Brasília - Conversar mais tempo ao telefone vai ficar mais caro com a conversão da assinatura básica dos telefones fixos de pulso para minuto. A alteração faz parte das novas regras que vão regular o setor nos próximos 20 anos e constam nos contratos assinados pelas concessionárias com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no dia 22 de dezembro.
Atualmente, a franquia de um telefone fixo é de 100 pulsos para os assinantes residenciais e passará a ser de 200 minutos. Quem conversar até três minutos terá o custo da ligação menor do que no atual sistema. A partir daí, quanto mais longo o tempo da conversa, maior será o custo, se comparado com a atual forma de cobrança.
''Uma ligação de 15 minutos pode ficar até 120% mais cara e uma ligação de 60 minutos até 160%'', explica a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Daniela Trettel. O prazo para que a mudança ocorra é de 1º de março a 31 de julho.
Para Daniela Trettel, pagar pelo tempo de utilização do serviço é uma medida mais justa, pois a contagem por pulso traz cobranças distorcidas. O problema é que a conversão veio acompanhada de aumento de tarifa. ''Na prática, algo que seria bom para o consumidor acaba por prejudicá-lo, porque as ligações locais vão ficar mais caras'', disse ela.
A recomendação do Idec para os consumidores é que se informem e acompanhem as mudanças e reduzam o número e a duração das chamadas locais para evitar surpresas no valor da conta telefônica.
Nas ligações de horário reduzido (de 0h às 6h, aos sábados, a partir das 14h, e aos domingos e feriados), era contado um único pulso. Com a mudança, será cobrado o equivalente a dois minutos de conversação.

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