Telefone por minuto: cuidado ao optar
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quinta-feira, 01 de março de 2007
Da Redação 
Começou ontem o prazo para as empresas de telefonia iniciarem a migração do sistema de cobrança de pulsos para minutos. A mudança terá que ocorrer até 31 de julho. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-Proteste recomenda racionalizar o uso do telefone para o custo não pesar no bolso. Em pesquisa feita em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Recife), a Pro Teste constatou que se não houver uma escolha adequada ao perfil de uso, tanto o plano alternativo como o básico será prejudicial.
Num primeiro momento, é mais vantajoso esperar que a conta venha automaticamente pelo plano básico (indicado para ligações curtas) e, após receber as primeiras contas detalhadas das ligações, fazer a troca para o plano alternativo, conforme o perfil de consumo, se for o caso.
A Pro Teste alerta ao consumidor que costuma falar muito ao telefone fixo, e utiliza a linha discada para acesso à Internet que se permanecer com o plano básico vai pagar mais do que optasse pelo alternativo. Como a troca de planos é viável a qualquer momento, o consumidor não deve ter pressa em optar.
O plano básico dá direito a uma franquia de 200 minutos de ligações, e só vale a pena para quem usa o telefone para três ligações por dia, de até três minutos cada uma.O Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatório (Pasoo), tem franquia de 400 minutos, e será cobrado R$ 0,03667 (arredondando, quatro centavos) para cada minuto extra.
A associação também recomenda cuidado com os planos alternativos próprios que as empresas tentam empurrar, pois são de responsabilidade exclusiva das prestadoras e cada uma dita as próprias regras. Esse tipo de plano pode deixar de ser oferecido pela empresa quando não for mais interessante para ela, pois não são de oferta obrigatória.


