Começou ontem o prazo para as empresas de telefonia iniciarem a migração do sistema de cobrança de pulsos para minutos. A mudança terá que ocorrer até 31 de julho. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-Proteste recomenda racionalizar o uso do telefone para o custo não pesar no bolso. Em pesquisa feita em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Recife), a Pro Teste constatou que se não houver uma escolha adequada ao perfil de uso, tanto o plano alternativo como o básico será prejudicial.
Num primeiro momento, é mais vantajoso esperar que a conta venha automaticamente pelo plano básico (indicado para ligações curtas) e, após receber as primeiras contas detalhadas das ligações, fazer a troca para o plano alternativo, conforme o perfil de consumo, se for o caso.
A Pro Teste alerta ao consumidor que costuma falar muito ao telefone fixo, e utiliza a linha discada para acesso à Internet que se permanecer com o plano básico vai pagar mais do que optasse pelo alternativo. Como a troca de planos é viável a qualquer momento, o consumidor não deve ter pressa em optar.
O plano básico dá direito a uma franquia de 200 minutos de ligações, e só vale a pena para quem usa o telefone para três ligações por dia, de até três minutos cada uma.O Plano Alternativo de Serviço de Oferta Obrigatório (Pasoo), tem franquia de 400 minutos, e será cobrado R$ 0,03667 (arredondando, quatro centavos) para cada minuto extra.
A associação também recomenda cuidado com os planos alternativos próprios que as empresas tentam empurrar, pois são de responsabilidade exclusiva das prestadoras e cada uma dita as próprias regras. Esse tipo de plano pode deixar de ser oferecido pela empresa quando não for mais interessante para ela, pois não são de oferta obrigatória.

mockup