Curitiba - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho teve variação de 0,25%, após a taxa de -0,02% de junho. No índice acumulado, a inflação ficou em 3,42% este ano e 6,57% nos últimos 12 meses. Sozinho, o telefone fixo causou um impacto de 0,14% e foi responsável por cerca de 60% do IPCA do mês. As despesas com combustíveis também aumentaram. O álcool ficou em média 2,05% mais caro e a gasolina 0,87%. Juntos, foram responsáveis por 0,06%. da composição inflacionária do período.
As maiores baixas foram observadas nos preços dos produtos alimentícios, que caíram cerca de 0,77%. Os preços da batata-inglesa chegaram a cair 23,95%. Também foram grandes as quedas observadas no azeite (-6,71%), tomate (-6,19%), feijão preto (-3,89%), açúcar refinado (-3,60%), arroz (-2,63%), leite pasteurizado (-2,50%) e óleo de soja (-2,21%). Apenas o feijão carioca subiu de preço: 4,38%. Outros itens importantes na despesa das famílias apresentaram queda de preços, como energia elétrica (-0,37%), gás de cozinha (-0,35%) e ônibus urbanos (-0,22%).
No transporte coletivo a queda foi provocada por redução ocorrida desde o final de junho nas tarifas (-3,88%) cobradas na Região Metropolitana de Curitiba. Na energia elétrica, a conta de São Paulo passou a custar menos 2,47% em julho, o que levou o item a uma variação negativa, apesar dos aumentos nas tarifas de Curitiba (5,01%) e Recife (5,06%). No item combustíveis, Curitiba foi a capital que apresentou a maior variação nacional: 8,4% no álcool e 5,24% na gasolina. No IPCA geral, tiveram as maiores variações as seguintes capitais: Goiânia (0,91%), Curitiba (0,78%), Belo Horizonte (0,50%), Recife (0,44%), Brasília (0,39%) e Porto Alegre (0,31%).
O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, refere-se às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do País, além do município de Goiânia e de Brasília. Em Curitiba, os setores pesquisados tiveram as seguintes variações: alimentos e bebidas (-0,39%); habitação (1,42%); energia elétrica residencial (5,01%); artigos de residência (0,48%); vestuário (0,24%); transportes (0,91%); combustíveis (5,92%); saúde e cuidados pessoais (1,65%); despesas pessoais (0,61%); educação (0,12%); e comunicação (4,03%).
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 0,03% em julho, acima da taxa de -0,11% em junho. Com o resultado de julho, o INPC acumulou 3,31% no ano e 5,54% nos últimos 12 meses. O menor índice regional foi registrado no Rio de Janeiro (-0,30%) e o maior em Goiânia (0,54%). Curitiba teve a segunda maior variação nacional, 0,47%. O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de um a oito salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

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