Brasília - As empresas de telefonia fixa deverão investir R$ 2,1 bilhões na expansão do sistema para atender a 20 milhões de pessoas, entre elas 13 milhões cadastradas no programa Bolsa Família, além de comunidades indígenas e quilombolas, a partir de 2011, por meio do Plano Geral de Metas e Universalização (PGMU).
A obrigação dos investimentos vai até 2025, quanto termina o prazo de concessão dos serviços. A cada cinco anos haverá uma revisão no Plano para atualização das metas.
A informação foi divulgada ontem pela Anatel. As empresas enquadradas no Plano são a Embratel, Sercomtel, Oi, Brasil Telecom e CTBC. O Plano vai beneficiar também comunidades indígenas, quilombolas, aeródromos, postos de saúde e da Polícia Rodoviária, que ainda não têm telefone, de acordo com a conselheira da Anatel, Emília Ribeiro, que participou de entrevista coletiva para explicar detalhes do PGMU.
Custo de R$ 2,1 bi
A nova versão do PGMU custará R$ 2,1 bilhões, informou a Anatel, valor muito inferior às estimativas do mercado, que apostavam em R$ 12 bilhões de custos.
Esse dinheiro será investido em infraestrutura e manutenção, de 2011 a 2015. As metas revisadas de universalização da telefonia contemplam áreas pobres e rurais, com a instalação, por exemplo, de orelhões em todas as escolas rurais e postos de saúde rurais do Brasil.
Há também a meta de criar o ''Bolsa Telefone'', serviço de telefonia fixa a um custo médio de R$ 25 para as famílias inscritas no programa Bolsa Família. A meta do governo é oferecer 13 milhões de benefícios.

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