Brasília - Empresas de telefonia querem reajustar em 4,5% as tarifas de ligações locais entre telefones fixos, e em 2,6% as chamadas locais de fixo para celular. Representantes das concessionárias apresentaram na quinta-feira suas propostas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas o órgão regulador quer evitar aumento de tarifas neste ano, segundo fontes da agência. O assunto está na pauta da próxima reunião do conselho diretor da Anatel, marcada para quarta-feira, dia 5.
O reajuste das tarifas neste ano será calculado com base no IGP-DI, de junho a dezembro do ano passado, que foi negativo de 0,75%, mais a correção do Índice de Serviços de Telecomunicações (IST) de janeiro a maio deste ano, que foi de 1,37%. Com isso, o resultado final deverá ficar próximo de zero, como já foi antecipado pela agência.
As empresas, no entanto, estão pedindo os aumentos com base em um dispositivo previsto nos contratos de telefonia - chamado de excursor - que permite que as companhias escolham um dos itens da cesta de serviços, como o pulso ou a assinatura, para aplicar um porcentual maior de aumento, desde que haja uma redução na mesma proporção em outro item. Até o ano passado, as empresas preferiram, na maioria das vezes, aplicá-lo na assinatura, que é uma taxa que tem de ser paga todo mês, independentemente de o cliente ter feito ou não ligações.

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