Telecomunicações podem ser afetadas, diz ministro
O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, disse ontem que o setor de telecomunicações não poderá entrar em dificuldades por causa das medidas de racionamento de energia, que serão implantadas pelo governo. O assunto é grave, e precisam ser de fato dimensionadas as reais proporções (do racionamento), advertiu o ministro, após participar do seminário Telecomunicações e Responsabilidade Social, promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O governo deverá anunciar, na próxima semana, o plano de racionamento que prevê, inicialmente, a redução do consumo por cotas, mas não está descartada a possibilidade de haver cortes de energia, numa etapa seguinte. No sistema de cotas, o setor de telecomunicações é considerado essencial e, por isso, estaria entre os últimos a sofrer redução. Mas, no sistema de cortes, ainda terá de ser definida a sua situação.
Segundo o ministro, é necessário que o setor se prepare para essas eventuais medidas. Pimenta observou que é muito difícil que venha a haver um tratamento diferenciado. Por isso, segundo ele, é indispensável que as empresas busquem soluções rápidas para adequar a economia de energia à demanda do setor. Não vamos transferir responsabilidades, disse Pimenta. Desgraçadamente, todo o País vai ter que reduzir o consumo.
A Brasil Telecom (BrT) está estudando medidas para reduzir o consumo de energia das suas operadoras na Região Centro-Oeste, onde a partir de junho deve começar a ser implantado o racionamento de energia. Se não fizermos economia, teremos tarifas punitivas, admitiu o presidente da empresa, Henrique Neves.
Ele informou que a Brasil Telecom possui geradores e baterias nas centrais de comutação que asseguram o funcionamento dos serviços por até seis horas, em caso de interrupção de fornecimento de energia. Neves disse que a empresa tem ampliado vertiginosamente a sua planta de atuação.





