Telebrás vai devolver ações a comprador
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de julho de 1997
Agência Folha São Paulo 
A Telebrás vai pagar em ações os assinantes que compraram planos de expansão em 96 das empresas do sistema. No entanto, para os contratos assinados antes de 25 de agosto de 96, a quantidade de ações vai levar em consideração o valor do patrimônio apurado em 31 de dezembro.
Isso significa que o valor pago na época, R$ 1.117,63, será dividido pelo valor da ação do dia 31 de dezembro. Os assinantes que compraram depois dessa data receberão as ações pelo valor de mercado. Eles receberão, então, um número menor de ações, já que o valor de mercado está acima do valor do patrimônio do final do ano passado.
A decisão foi oficializada ontem com uma nota publicada em jornais de grande circulação. Em junho, a Telebrás havia anunciado que pagaria as ações dos 1,5 milhão de assinantes em dinheiro. Isso porque as ações estavam valorizadas por causa da aceleração do processo de privatização. Sensível ao debate que se seguiu na mídia, e com a intenção desde o início de implementar uma decisão que fosse correta sob todos os ângulos, promoveu-se uma reanálise jurídica de toda a questão, diz a nota. Na nota, a empresa informa que desistiu da subscrição das ações e que repassará aos detentores de contratos de autofinanciamento a preferência para exercer os direitos desses papéis.
As 28 empresas do sistema vão publicar os comunicados sobre como será a entrega das ações e a quantidade que cada cliente terá direito. A Telebrás informou também, na nota, que desistiu do acordo feito com o BNDESPar (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Participações).
Havia um acerto para a compra de R$ 1,7 bilhão em ações das subsidiárias. O BNDES chegou a repassar R$ 110 milhões, no dia 19 de junho, mas o dinheiro foi devolvido. A Telebrás não exercerá direito de preferência nas respectivas capitalizações, para permitir a entrega das ações aos promitentes assinantes, informa a nota.


