Arquivo FolhaPio Borges, do BNDES: ‘‘Prazos fixados são limites máximos’’O vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, disse ontem que a meta é privatizar a Telebrás até 30 de junho. Os prazos previstos para a execução dos trabalhos de consultoria para a venda da estatal de telecomunicações são limites máximos, segundo ele, estabelecidos pelo edital para efeito de penalidades legais.
O diretor do banco Patrimônio-Salomon Smith Barney, Luiz Chrysostomo, um dos vencedores da licitação feita pelo BNDES para a avaliação e modelagem de venda do Sistema Telebrás, ao lado do Morgan Stanley, reitera que a venda da Telebrás acontecerá ainda no primeiro semestre deste ano. ‘‘Estamos diante da maior privatização de venda estratégica do mundo até hoje, e vamos trabalhar duro até o fim’’, comemorou Chrysostomo.
De fato, será a primeira privatização de todo um setor de uma única vez já realizada no Brasil. Antes das telecomunicações o governo já vendeu as empresas siderúrgicas e petroquímicas mas, ao contrário do que ocorrerá agora, a alienação dessas estatais foi realizada por etapas. O exemplo mais recente é do setor elétrico. ‘‘É um marco importante a nível mundial’’, enfatiza Chrysostomo.
O consórcio vencedor, formado pelos dois bancos, tem larga experiência internacional no assunto. A Salomon foi a responsável pela reestruturação da gigante AT&T nos Estados Unidos, na década de 80. No ano passado, assessorou a maior transação de fusão do mundo, a compra da MCI pela Worldcom, um negócio de US$ 40 bilhões, nos Estados Unidos. O Morgan Stanley fez a modelagem de venda da estatal argentina Entel no início da década de 90.

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