Telebrás será dividida em 3 blocos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de julho de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
O vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, disse que a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro não será feita com a venda da Telebrás inteira, como chegou a ser cogitado. A idéia, segundo ele, é a de dividir a estatal em três blocos (além da Embratel) de grandes empresas para a privatização.
Trata-se de uma mudança em relação às discussões anteriores em torno do modelo de venda do setor de telecomunicações, que previa a divisão da Telebrás em cinco ou seis empresas regionais para a privatização. Esse modelo de criar empresas de grande porte seria mais adequado porque daria melhores condições de competição com as companhias internacionais, que são gigantescas, explicou Borges.
O vice-presidente do BNDES reconhece que há defensores da idéia de vender a Telebrás inteira, mas argumentou que o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, vem sustentando a tese de que, dessa forma, a competição ficará comprometida. Ou seja, a venda como um todo não atingiria o primeiro objetivo da privatização: o de gerar competição, beneficiando o consumidor.
Quanto ao cronograma da desestatização do setor de telefonia, Borges foi enfático: Vamos privatizar a Telebrás em 1998. A publicação de editais para a contratação de consultores, que farão a avaliação do setor e a modelagem de venda, está prevista para os próximos dois meses.


