Telebrás não atinge meta de qualidade
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segunda-feira, 21 de abril de 1997
Agência Estado de Brasília 
Arquivo FolhaConformismoUsuário brasileiro reclama pouco dos problemas, segundo relatório: menos de uma queixa por 100 assinantesAs telefônicas estaduais não estão conseguindo atingir as metas de qualidade do serviço celular, segundo relatório divulgado semana passada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Mas os usuários ainda não se acostumaram a reclamar, comprovam os dados referentes a 1996. A média de queixas para todo o Sistema Telebrás em junho do ano passado foi de menos de uma queixa por 100 assinantes.
As operadoras não conseguiram que 60% das chamadas feitas de um telefone celular fossem completadas, ficando a média das 27 operadoras em 55,43%. Os melhores desempenhos foram da Telemig (65,61%) e da Teleceará (63,48%), enquanto os piores foram da Telerj (32,67%) e Telepar, do Paraná (43,06%).
Os usuários de celular conseguiram receber no momento de maior tráfego telefônico apenas 53,92% das chamadas, embora o objetivo da Telebrás seja de 60%. A Telesp apresentou um dos melhores resultados (70,50%), logo depois da Telebahia (70,72%). Os piores desempenhos foram da Telepisa, do Piauí (29,26%) e da Telepar (35,13%).
A queda de ligações por degradação do sinal é o pior índice do Sistema Telebrás. A meta é de apenas 2% de interrupções, mas a média nacional ficou em 4,43% em junho do ano passado. A Telebahia aparece novamente com um bom resultado (1,27%) e a Teleamapá (1,65%), enquanto a Telamazon, do Amazonas, foi a pior (32,89%) e a Telebrasília (6,74%).
Mas pesquisa realizada pela Telesp em 1996 demonstra que 88,8% dos assinantes estavam satisfeitos com a qualidade do sinal do telefone celular, índice muito superior à média do Sistema Telebrás (65,5%). A pesquisa da Telesp revelou ainda que 95,8% dos entrevistados se diziam satisfeitos com a qualidade dos serviços da Telesp Celular, enquanto a média nacional é de 83,5%.


