Tecumseh investirá US$ 80 milhões
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O terreno de 1,1 milhão de metros quadrados que pertencia a montadora norte-americana Chrysler, que fechou no ano passado, demitindo 240 trabalhadores, começa a receber as primeiras obras de ampliação e reforma para o funcionamento da Tecumseh Products Company no Paraná. A empresa americana fabrica motores, compressores e transmissores para geladeiras, limpadores de neve, máquinas de limpeza de água, geradores de energia, tratores e cortadores de grama.
O investimento previsto no Estado é de US$ 80 milhões, sendo que US$ 1 milhão será apenas para adequar as atuais instalações às exigências ambientais da ISO 14000. ''Temos como prioridades a gestão ambiental e a preocupação com o meio ambiente. Antes de iniciarmos nossos trabalhos, investiremos neste setor'', declarou Fernando Buffa, vice-presidente da área de negócios da Tecumseh.
Nos primeiros dois anos, toda a produção da indústria será encaminhada para o mercado externo. A intenção é a de conquistar 20% do mercado nacional em cinco anos. Atualmente a Tecumseh fatura US$ 1,5 bilhão por ano, com 32 unidades de manufatura e 16 mil funcionários. Em Campo Largo, a intenção é a de gerar 600 empregos diretos e 4,2 mil indiretos. A capacidade total de produção a partir de 2004 será de dois milhões de motores e 500 mil transmissores por ano. A fábrica começa a operar em fevereiro do ano que vem.
Para escolher o Paraná, o vice-presidente global de motores e transmissores da empresa nos Estados Unidos, Richard Ruebush, disse que foram pesquisados oito países. No Brasil, foram analisados sete Estados. ''Em Curitiba encontramos um local adequado, com logística e linguagem ideal para nossos negócios'', argumentou. O diretor da Chrysler, Pedro Marconi Filho, também comemorou a transação comercial. ''Isto vai representar uma retomada do crescimento econômico de Campo Largo'', disse, sem querer revelar o valor da venda do terreno.
O prefeito de Campo Largo, Affonso Portugal Guimarães (PSDB), disse ontem que o acordo entre as duas fábricas alivia o problema do município, que teve que arcar com o crescimento desordenado da população após a ida da Chrysler para lá. ''Tivemos um crescimento populacional denso e o fechamento da Chrysler nos deixou com o custo social e perda da arrecadação. Agora o povo ganha uma nova oportunidade de emprego e a prefeitura outra fonte de arrecadação'', afirmou.


