Tecpar fará biodiesel a partir do girassol
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terça-feira, 11 de janeiro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e sete propriedades rurais do Norte, Noroeste e Oeste paranaense começam, em fevereiro e março, o plantio de girassol, oleaginosa da qual será extraído o óleo que será usado na produção de biodiesel, na planta industrial do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A expectativa do governo do Estado é de que a usina piloto esteja pronta até julho e a produção experimental comece no segundo semestre. O investimento anunciado é de R$ 1,9 milhão.
Segundo o técnico do Departamento Agropecuário (Deagro), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, José Carlos Zaia, a Emater selecionou as áreas de plantio do girassol, já considerando uma posterior definição do zoneamento agrícola para a cultura no Estado. A estimativa é de que cada ''unidade demonstrativa'' com uma média de 15 hectares de área produza cerca de 22 toneladas, o que daria para produzir perto de 6,5 mil litros de óleo bruto.
Os produtores selecionados receberão toda a orientação técnica para o plantio do girassol. A colheita deve acontecer entre julho e agosto, informou Zaia. Parte do óleo será processado nas próprias unidades agrícolas. A implantação de uma unidade maior de moagem, adiantou, está sendo discutida com a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar).
Segundo o técnico, entre julho e agosto começará o plantio do nabo forrageiro em outras 27 propriedades rurais do Paraná. O nabo forrageiro é uma outra cultura que também será testada na produção de biodiesel.
A produção de um combustível alternativo aos derivados do petróleo e ecologicamente correto é uma das bandeiras do atual governo do Estado. Ao todo, o programa prevê investimento de R$ 3,5 milhões.
A licitação para contratação da empresa que fará a planta industrial no Tecpar, segundo o governo, está em andamento. A usina terá capacidade para produção de 500 litros por dia. Em um primeiro momento, a finalidade da planta será a de desenvolver tecnologias de produção de biocombustíveis, testando o processamento de várias oleaginosas. O processo, atualmente, mais usado na produção de biodiesel, segundo o Tecpar, é o de ''transesterificação'' reação do óleo com álcool que resulta na formação de ésteres (o biocombustível) e um subproduto que é o glicerol (ou glicerina).
Em uma segunda etapa do programa, o governo pretende incentivar cooperativas e investidores a instalarem unidades de produção de biodiesel no Paraná, utilizando a tecnologia do Tecpar com a garantia de fornecimento de matéria-prima.


