Tecnologia reduz custo de produção
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terça-feira, 12 de março de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Arapongas - A 9ª Feira de Móveis do Paraná (Movelpar) apresenta não apenas novas coleções de produtos, mas itens que nascem de avanços tecnológicos que barateiam gastos e possibilitam maior qualidade com preço equivalente aos do ano passado. Na Expoara Centro de Eventos, em Arapongas, os visitantes podem conhecer até sexta-feira itens com custos de produção reduzido e que atendem novas necessidades do mercado, conhecidas por meio de pesquisas com os consumidores.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, afirmou anteontem, na abertura da feira, que o setor pretende focar a qualidade em detrimento do grande número de opções. Para o gerente de unidade do Senai Nilson Stefani Violato, isso significa que os empresários da região aprenderam que é preciso renovar os métodos produtivo e construtivo, para conseguir até 10% de economia e lançar novos móveis sem que o preço ao consumidor mude. Processo que começou há cinco anos no País e há três entre os filiados do Sima, diz.
Violato conta que a indústria moveleira adotou um movimento semelhante ao que ocorre com a moda. "É uma coleção por temporada, com mudanças durante o ano, mas dentro de uma tendência", afirma. Ele diz que há uma redução do mix, com três lançamentos no início do ano, mais três no Dia das Mães e três no Dia dos Pais, e seis no fim do ano. "É sobre isso que se refere a redução da quantidade. Na verdade, há uma engenharia para definir um conceito e diminuir variáveis, como o tipo de peças."
Em outra comparação, o gerente do Senai cita a indústria automobilística como modelo. "A montadora tem uma linha de produção com peças que recebe e, com os móveis, tem de ser a mesma coisa", diz. Ele explica que entram em foco questões como a modulação e a flexibilidade da montagem. Por exemplo, laterais de armários e estantes que ficam encostadas em paredes podem passar a ser de uma só cor. Ou placas que servem de fundo para estantes e armários serem de um mesmo tamanho. "Não se pode mais partir do conceito de produto, mas do conceito das peças. Assim, não aumenta o preço (para o consumidor), mas aumenta a margem de lucro."
Para o lojista
Os comerciantes de móveis também têm como se aproveitar das inovações da indústria. Além de contar com produtos de maior qualidade sem que ocorra mudança no custo, o mercado de design possibilita hoje a redução dos estoques em mostruário e, por consequência, do espaço usado nas lojas. É o sistema videomapping, que permite simular cores, texturas e a decoração de um ambiente inteiro, apenas com um computador ou com a projeção de imagens em uma peça neutra.
Especialista em marketing da Colibri, Edmundo Martins lembra ainda que o Senai fez uma pesquisa para a empresa e para a Cozinhas Itatiaia, que buscou conhecer as necessidades do consumidor. O resultado foi levado a designers, que usaram as preferências no lançamento de novas peças. A empresa, que havia lançado um móvel com estilo retrô em 2012 com boa aceitação, criou toda uma linha de móveis antigos com as características pedidas. "Traz a tecnologia moderna para móveis da vovó, com corrediças telescópicas que permitem acesso até o fundo da gaveta, sem puxadores e com abertura de portas com toque."
O gerente de marketing da Itatiaia, Mauro Bicalho, afirma que a pesquisa também permitiu novas peças de decoração na cozinha. "Trouxemos uma linha de aço com módulo de torre quente (para fornos), impressões em desenho nas portas e puxadores mais resistentes. Tudo que foi levado aos designers."


