Tecnologia puxa a expansão dos EUA
David Hale
Do Financial Times
O mercado de ações norte-americano direcionou recursos aos setores de alta tecnologia, dando à economia dos Estados Unidos uma vantagem difícil de ser alcançada por outros países. A criação de riqueza resultante da expansão tecnológica, por sua vez, redefiniu o ciclo de negócios nos Estados Unidos. Esse ciclo combina um crescimento significativo dos investimentos com uma queda nos preços dos produtos de tecnologia.
Além disso, a expansão econômica que já se tornou o ciclo econômico mais longo na história do país em tempos de paz não deve se encerrar em um futuro previsível. A revolução da tecnologia ajudou o país a desenvolver características de crescimento auto-alimentado, que se tornam aparentes tanto nos mercados financeiros quanto na economia real.
Esse ciclo norte-americano possibilitou uma melhora dramática na capacidade de obter capital por parte das pequenas empresas tecnológicas. Em 1999, as operações de abertura de capital arrecadaram US$ 69,2 bilhões, ante um pico anterior de US$ 49,9 bilhões em 1996 e um total de US$ 350,8 bilhões desde 1989.
A participação do setor de tecnologia nas Bolsas de Valores norte-americanas se expandiu de 10% no começo da década de 90 para cerca de 33% hoje. A capitalização desse segmento norte-americano é hoje superior a US$ 3 trilhões, ante US$ 350 bilhões para o setor mundial de mineração. Em contraste, o setor de tecnologia da informação representa apenas 5,1% da capitalização das Bolsas de Valores na Alemanha, 9,4% na França, 4,9% no Reino Unido e 15% no Japão.
Os países que têm setores de tecnologia da informação comparáveis ao dos Estados Unidos são o Canadá (29%), Taiwan (21,9%), Suécia (38,2%) e Finlândia (mais de 50%).
O autor é economista-chefe da Zurich Financial Services





