Mais de 1,5 mil agricultores de Londrina e região participaram, na tarde de ontem, de um dia de campo promovido pela Belagrícola, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Esta foi a terceira edição do evento, que tem como objetivo difundir o uso de novas tecnologias por meio do Projeto BelaSafra.
De acordo com o técnico Antônio Percinoto, o dia de campo foi organizado em quatro módulos, com destaque para os cultivares de soja e milho mais utilizados na safra de verão atual, além de lançamentos que prometem incrementar a produtividade das lavouras nos períodos mais quentes do ano.
Na visita aos módulos, os agricultores puderam comparar resultados de lavouras cultivadas com o incremento de produção - como tratamento de sementes, uso de diferentes coberturas de solo, nutrição foliar e aplicações de fungicidas - com lavouras tradicionais.
Para Percinoto, somente o investimento em tecnologia é capaz de minimizar as perdas causadas pelo alto custo de produção e pelos baixos preços pagos pelas commodities. ''O agricultor gasta um pouco mais na aquisição do insumo, mas tem sua produtividade aumentada em cerca de 15%. A qualidade do produto determina o lucro'', calculou.
O evento também apresentou cultivares de algodão e feijão, ''como uma opção de verão para os produtores'', declarou Percinoto. Segundo ele, o algodão ainda é uma cultura muito cara no Paraná, pois a maior parte dos terrenos não é plana como no cerrado, onde a fibra tem obtido recordes de produção. ''A colheita do algodão aqui no Paraná ainda é manual, pois os equipamentos não conseguem trabalhar com a mesma eficácia nos terrenos desnivelados, e isso encarece os custos de produção'', afirmou.
No caso do feijão, Percinoto ressaltou que ainda existe pouca produção deste grão na região Norte do Estado. Ele destacou que o cultivo é concentrado no município de Bela Vista do Paraíso (40 km a norte de Londrina), onde alguns produtores trabalham com sistemas de irrigação.
De acordo com o agrônomo, as cultivares mais difundidas pela empresa este ano são as de ciclo precoce, ''porque podem ser colhidas no final de fevereiro, antes do período da seca'', apontou.
Entretanto, a escolha da melhor espécie depende também do tipo de solo e do clima, que nunca é o mesmo de um ano para o outro. ''O ideal é o produtor combinar diferentes cultivares na propriedade, assim ele poderá racionalizar o uso dos equipamentos no plantio e na colheita'', concluiu Percinoto.

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