Uso de tecnologia, ou maior investimento. Este é o grande diferencial da safrinha deste ano. Ela sempre atraiu produtores considerados ‘‘profissionais’’, mas, no ano passado, assustados com a geada de 2000, eles foram mais moderados, optando pelo ‘‘baixo investimento’’ visando reduzir custos.
Este ano os investimentos não param na semente. Além dos híbridos top de linha, os agricultores já manifestaram interesse de retomar o uso de insumos e outras técnicas. A boa semente sempre deu o retorno necessário, o que encoraja o agricultor a fazer aquilo que os técnicos chamam de ‘‘alto investimento’’.
Para os engenheiros agrônomos Ronaldo Calisto Malachias - Sementes Agroceres -, e Euclides Curione Júnior - representando a marca Dekalb -, investimento em tecnologia, que resulte em alta produtividade, é a escolha de híbridos que apresentem boa sanidade, resistência ao acamamento, boa adaptação ao clima da época e alta produtividade. Preferencialmente que sejam super ou hiperprecoces, isto é que tenham ciclos curtos, e também com ótima sanidade - insitem. Sem esses atributos seria difícil corresponder às necessidades de uma lavoura que tem que ser rentável e que é praticada por agricultores profissionais e exigentes.
As empresas investiram em pesquisas que chegaram a seleção de híbridos voltados para as condições da safrinha do Paraná. Os engenheiros citam AG 9010, como hiperprecoces e AG 8080 e 7575 como de alta sanidade. E DKB 950, como hiperprecoce, e DKB 350 como planta de alta sanidade. Para chegar a um material com esses atributos agronômicos, a pesquisa pode levar até 10 anos de investigação e teste.
Além do fator tecnológico são levados em conta fatores como época de plantio e tratos culturais. Além de conhecimentos básicos como a melhor época de plantio para cada região. Se o plantio é de milho sobre soja, dependendo da região, pode ser feito em março.
O resultado econômico de uma safra está diretamente relacionado ao uso de tecnologias. Ano passado, houve produtores que chegaram a colher até 260 sacas por alqueire.
Outras empresas e marcas também investiram em tecnologia. Hoje a safrinha de milho deixou de ser considerada uma opção de risco, fato que é reconhecido também pelos técnicos de cooperativas. Melhor para o agricultor que além do trigo, uma cultura de inverno, pode optar pelo milho e entrar num mercado promissor como este ano.

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