Brasília - Desenvolvida há quase quatro anos pela equipe do pesquisador Carlos Bloch Junior, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília, a metodologia para detecção de componentes ou resíduos de origem animal nas rações destinadas a ruminantes pode ajudar vários países na prevenção do temido mal da vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina).
A metodologia, descrita em patente depositada pela Embrapa, utiliza a espectrometria de massa e outros recursos para detectar proteínas de origem animal em rações comercializadas no mercado. Ao contrário dos outros métodos de detecção utilizados em vários países (microscopia óptica, Elisa e PCR), o método brasileiro é capaz de acusar a presença de proteínas de origem animal em até uma parte por bilhão, garantindo a precisão dos resultados das amostras analisadas.
A qualidade técnica do método brasileiro já é testada em diversos países. A Embrapa aguarda seu reconhecimento pelos orgãos competentes do exterior para começar a exportar uma tecnologia que pode auxiliar no monitoramento da qualidade da ração e evitar a contaminação de rebanhos.

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