Tecnologia acessível a todos, dizem executivos
O setor industrial busca tecnologia: A empresa se preocupa com o aperfeiçoamento de seu produto, a ponto de manter investimento diário de US$ 1,5 milhão em pesquisa de tecnologia nas fábricas do Brasil, dos EUA e da Europa, informa Jim Martinez, diretor-presidente da John Deere do Brasil.
O programa de modernização de máquinas e implementos agrícolas, Moderfrota, pela linha do Finame, também é o responsável pelo bom momento que o setor de implementos está passando, segundo Francisco Matturro, diretor comercial da Marchesan Implementos e Máquinas Agrícolas Tatu, com sede em Matão (SP) e que atua no setor de implementos para preparo do solo, plantio e cultivo.
Matturro diz que atualmente a tecnologia está ao alcance de todos os produtores, independente do porte. Todo têm acesso às modernas técnicas., Na verdade, o que muda é o tamanho da máquina, mas a tecnologia é a mesma, conceitua.
Antes do Moderfrota, a dificuldade era a do acesso à tecnologia por falta de uma linha de financiamento compatível ao investimento. Para ele, no entanto, hoje há recursos, apesar de ainda limitados, e com juros que variam de 8,75% a 10,75% ao ano, dependendo do rendimento do agropecuarista.
Segundo ele, pelo Moderfrota foram destinados R$ 1,7 bilhão para o setor agropecuário modernizar o seu parque de máquinas e implementos, no ano passado. Mas Matturro prevê que o governo terá de destinar mais recursos, pois os R$ 670 milhões previstos no início deste ano serão insuficientes para atender a demanda.
De acordo com o diretor da Marchesan, os implementos no País também estão sucateados. Diz, no entanto, que não é possível precisar o tamanho do parque, porque este é um segmento muito pulverizado. Só no setor de plantadeiras existem 40 empresas no País. Podemos dizer que, no mínimo, são 550 mil unidades, que é o tamanho do segmento de tratores, diz.





