Tecnologia abre guerra entre megafabricantes
SÃO PAULO - Por trás da disputa travada pelos quinze consórcios que se apresentaram para participar da privatização da banda B de telefonia celular, se esconde uma outra batalha relativa à tecnologia que deve ser utilizada no sistema de telefonia digital que está chegando ao País.
A maioria dos telefones celulares usados até hoje no Brasil utilizam tecnologia analógica, mas no sistema digital são duas as alternativas tecnológicas. O CDMA (acesso múltiplo por divisão de código) e o TDMA (acesso múltiplo por divisão de tempo).
A indústria americana Qualcomm, com sede na Califórnia, detém a patente da tecnologia CDMA. A empresa está há dois anos no Brasil e estuda a instalação de uma fábrica de aparelhos celulares. Nossa tecnologia tem maior capacidade de assinantes dentro de uma mesma faixa, diz o presidente da Qualcomm do Brasil, Marco Aurélio Rodrigues.
A Ericsson, maior indústria de equipamentos e sistemas de telefonia instalada no Brasil, usa a tecnologia TDMA. Nossa tecnologia garante um serviço eficiente, com instalação fácil e retorno rápido para os investidores, afirma o presidente da Ericsson, Carlos Paiva Lopes.
Ontem, em almoço no Nacional Clube com a presença do ministro Sérgio Motta, os presidentes da Qualcomm e da Ericsson sentaram-se lado a lado e concordaram que a abertura do setor é um marco para o Brasil.





