A versão preliminar do Plano de Negócios e do Plano de Atração de Empresas do Parque Tecnológico Regional de Londrina ''Francisco Sciarra'' foi anunciada ontem, no encerramento da IX Jornada Tecnológica Internacional. Mauri Lazkano, diretor de três parques tecnológicos no País Basco (Norte da Espanha), falou aos participantes do evento sobre algumas idéias que devem nortear o funcionamento do empreendimento, que abrigará também o Tecnocentro Londrina Tecnopólis.
Lazkano é colaborador do Instituto Prointer, de Curitiba, que elabora os planos. No encontro de ontem, ele debateu propostas para subsidiar a versão definitiva, que deve ficar pronta no final de janeiro. Entre os problemas levantados, o especialista questionou qual o tipo adequado de entidade para gerenciamento do centro e o estabelecimento de critérios para adesão das empresas interessadas. ''São questões desse tipo que queremos discutir com a comunidade'', disse.
Outro fator debatido diz respeito aos métodos para manutenção financeira do parque. ''Acreditamos que o Parque Tecnológico deva ser um negócio auto-sustentável'', opinou. A arrecadação de recursos viria da prestação de serviços que incluem desde assessoria técnica especializada e venda de terrenos até serviços de segurança e jardinagem. ''O empreendimento precisa ter fontes próprias. Os recursos do poder público devem ser complementares.''
As áreas de biotecnologia e tecnologia de informação serão prioritárias. Entre os fatores que vão contribuir para o sucesso da iniciativa, Lazkano citou a presença de grandes empreendedores envolvidos, o bom nível de informação dos participantes e o apoio do poder público.
O prefeito de Londrina, Nedson Micheletti (PT), anunciou durante a solenidade que já conversou sobre o Tecnocentro com integrantes da equipe de transição do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o governo federal vai ser parceiro do município nesse empreendimento.
O Município de Londrina prevê R$ 1,5 milhão para as obras, em seu orçamento plurianual, e a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia prevê igual quantia no orçamento do Fundo Paraná Tecnologia para 2003. A Agência Brasileira de Inovação (Finep) também vai ceder recursos para o projeto, mas ainda não anunciou o valor. Ontem, a instituição revelou que repassará quase R$ 500 mil para um projeto da Adetec na área agroalimentar.
Paolo Onesti, diretor de um parque tecnológico em Módena, na Itália, elogiou o projeto do Tecnocentro de Londrina. ''Trata-se de um elo de ligação entre pesquisadores e universidades e as necessidades das empresas. É isso que promove a evolução de uma região'', afirmou.

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