Técnicos vistoriam frigoríficos do Paraná
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os técnicos da missão européia e do Ministério da Agricultura (Mapa) realizaram uma vistoria ontem no Frigorífico Martini Meat, localizado no Porto de Paranaguá. O superintendente do Mapa no Paraná, Valmir Kowalewski de Souza, informou que foi realizada uma auditoria técnica no local e que a visita foi antecipada devido aos focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná.
No final da próxima semana, os representantes desta missão vão a Brasília. O relatório final será apresentado ao Ministério em um prazo de 30 dias. ''Se tiver necessidade de restrições sanitárias ou forem verificadas inconformidades, as providências serão adotadas imediatamente'', disse Souza. Segundo ele, não é possível ainda divulgar nada a respeito dos resultados da inspeção. Depois de finalizada a avalição, a União Européia vai avaliar se mantém, restringe ou amplia o embargo à carne brasileira dos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
O superintendente explicou que o Martini Meat foi o único frigorífico a ser inspecionado em Paranaguá porque apenas esta empresa tem habilitação para exportar para a União Européia (UE). ''Os outros (frigoríficos) não cumprem os requisitos da União Européia ou não têm interesse em exportar (para a Europa)'', esclareceu.
Como o Brasil tem acordo sanitário com a UE, os técnicos vieram verificar as condições higiênicas e sanitárias e se estão sendo cumpridas as normas para exportar. Souza explicou que estas vistorias acontecem anualmente.
O gerente operacional do Frigorífico Martini Meat, Yasuo Arasaki Neto, disse que viu com tranquilidade a visita da missão européia. ''Consideramos mais que normal esta auditoria. Sempre recebemos missões para fazer estas verificações'', argumentou. Ele afirmou que o frigorífico conheceria ontem a avalição da vistoria mas que as informações não poderiam ser divulgadas porque têm caráter confidencial.
A empresa recebeu ontem a visita de três técnicos da UE e cinco do Mapa de Curitiba e Brasília. Arasaki Neto informou que ontem foram verificados vários itens no local como documentação, instalações, rastreabilidade de produtos (que foi o foco principal da visita), procedimentos de armazenagem e movimentação.
O Martini Meat tem capacidade de armazenagem de 6 mil toneladas de cargas frigorificadas. No total, o local permite o armazenamento de 15 mil toneladas. A empresa opera com movimentação principalmente de frango e com um pequeno volume de carne bovina. Para este ano, a previsão é exportar 80 mil toneladas de frango para a UE.
Agenda A missão que esteve ontem em Paranaguá, hoje visita o Frigorífico Garantia em Maringá. Em seguida, segue para Porto Alegre, Bagé e Alegrete (cidades gaúchas). A reunião final do grupo está marcada para 3 de fevereiro no Ministério da Agricultura em Brasília. Estes técnicos já visitaram frigoríficos de São Paulo.
O segundo grupo da missão européia chegará ao Paraná na segunda-feira e vai se dedicar às regiões do foco e das suspeitas de febre aftosa. Esta missão esteve na última terça-feira no Laboratório de Análise Agropecuária (Lanagro) de Porto Alegre, onde também estavam técnicos do Lanagro de Belém.
Ontem e hoje estes técnicos fazem vistorias em fazendas localizadas na divisa do Paraná com o Mato Grosso do Sul que estão sob vigilância sanitária e em postos de distribuição de vacinas, centro de doenças, e postos de controle. Nos dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro a mesma vistoria será feita no Paraná.


