Brasília Técnicos do Ministério da Agricultura viajarão hoje à noite para Paris, na França, onde terão reuniões, separadas, com uma delegação do governo russo e com representantes da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e da União Européia. A informação é do presidente do Fórum Nacional dos Organismos Executores de Sanidade Animal (Fonesa), Altino Rodrigues Neto. O Fonesa reúne representantes dos fóruns estaduais de sanidade animal.
''Com essas reuniões os problemas serão sanados'', disse. Os técnicos detalharão as medidas para conter o foco. ''É importante saber que um país livre de doenças não é proibido de ter uma. É proibido ser omisso na tomada de decisões, o que o governo brasileiro não está sendo'', completou.
Ele participou, na tarde de ontem, de reunião com representantes de órgãos de defesa sanitária dos Estados. O secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Gabriel Alves Maciel, participou da reunião, mas não falou com os jornalistas após o encontro. Em uma entrevista tumultada, o presidente do Fonesa disse que ''o importante é mostrar aos organismos internacionais que somos capazes''.
O presidente do Fonesa disse que o governo brasileiro não recebeu até o momento notificação sobre um possível embargo por parte da Rússia à carne brasileira. Ele explicou que o acordo sanitário fechado com a Rússia determina a interrupção de comércio dos Estados que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul, onde foi registrado um foco da doença.
A União Européia determinou o embargo à carne bovina do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. A UE é o principal importador de carne ''in natura'' e industrializada do País, comprando 34% da nossa produção. Em 2004, as exportações para a UE renderam US$ 943 milhões, que equivale a 283,8 mil toneladas. ''Não tenho idéia sobre qual é o impacto econômico, mas São Paulo é um grande exportador, com cerca de 70% das vendas'', afirmou.

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