Apesar das declarações do prefeito Barbosa Neto, técnicos do Ippul entrevistados pela FOLHA se mostraram contrários à Lei da Muralha. No dia 15 de setembro, a diretora de Planejamento do órgão, Denise Ziober, chegou a dizer que o instituto nem a levava mais em consideração na hora de aprovar novos empreendimentos. No entendimento dela, a Muralha havia perdido o efeito com a aprovação da lei que instituiu as diretrizes básicas do novo Plano Diretor em 2008.
Denise defendeu a necessidade de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para todos os empreendimentos públicos e privados que gerem grandes impactos urbanísticos e ambientais, conforme previsto no Plano. Ela disse que um novo projeto seria encaminhado à Câmara regulamentando o EIV, mas sem discriminar um ou outro tipo de empresa e independentemente do seu porte.
A diretora ainda afirmou que o novo projeto não iria estabelecer qualquer quadrilátero. ''Temos que pensar na cidade como um todo e no tipo de impacto de cada novo estabelecimento'', justificou.
Num parecer ao projeto do vereador Roberto Fú (PDT) que revoga a Muralha, uma outra técnica do Ippul, a advogada Cláudia Vieira, escreveu que a parte da Lei da Muralha que estabelece o quadrilátero ''está incompatível'' com o atual Plano Diretor e que estará ''automaticamente revogada'' quando a Câmara aprovar os projetos complementares ao plano.
As técnicas, no entanto, deixaram de dar entrevistas à FOLHA. Quem fala sobre a lei agora é a presidente do órgão, Regina Naban. Ela defende a mesma posição de Barbosa de que a lei é importante para manter a ''qualidade de vida'' em Londrina. (N.B.)

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