Técnicos esperavam queda maior
Técnicos esperavam queda maior
Arquivo FolhaSALVAÇÃO DA LAVOURASetor agropecuário foi carro-chefe da recuperação econômica no primeiro semestre: cresceu 6%O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano surpreendeu economistas, que esperavam um desempenho mais negativo da economia no período. Dados do IBGE divulgados ontem mostram que o PIB cresceu 0,93% do primeiro para o segundo trimestre e caiu 0,76% no acumulado de abril a junho frente ao mesmo período do ano passado.
O bom desempenho vai levar alguns consultores a rever suas projeções para 1999. A economia Denise de Pasqual da Tendência Consultoria acredita que o PIB pode registrar um crescimento zero ou ligeiramente acima desse patamar, uma performance melhor do que a queda de 0,4% prevista anteriormente.
A indústria foi o setor que mais surpreendeu na divulgação do resultado da produção brasileira, ontem. A Tendência estima uma retração em torno de 4% para o segmento no segundo trimestre, contra os 2,24% verificados pelo IBGE no período. O economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, destaca também que a recuperação refletiu a forte queda dos juros entre março e junho, diminuindo o custo de financiamento das empresas.
Entretanto, Castelo Branco ressalta que o cenário para o terceiro trimestre será mais negativo. Os primeiros dados coletados pela CNI já indicam um desempenho afetado pela alta das tarifas públicas e pela inflação, que reduz o poder de compra da população, a demanda e, consequemente, o ritmo de crescimento da economia.
Os juros não devem cair na mesma velocidade a partir de agora. Isso, com certeza, vai afetar a expansão da indústria brasileira no terceiro trimestre. Esse foi o fator determinante para uma melhor recuperação no último trimestre, explica.





