Os técnicos de vigilância sanitária dos países-membros do Mercosul estarão reunidos no dia 12 de setembro com a direção do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) em Montevidéu, Uruguai, para dar sequência aos esforços da região no combate à doença. O centro, ligado à Organização Pan-Americana de Saúde, serve como um organismo de auxílio aos governos do continente neste tema.
Os representantes do Mercosul formaram um comitê que vai cuidar da implementação das propostas definidas em Esteio. Além dos quatro países, eles pretendem convidar outros participantes, já que a preocupação com a aftosa não está restrita ao Mercosul.
Os ministros assinaram um comunicado que define as medidas conjuntas. Eles determinaram o aumento da vacinação nas áreas livre de aftosa que ainda cumprem o procedimento, o reforço da vigilância nas zonas em que há casos da doença e o aumento do intercâmbio entre seus sistemas de sanidade.
As posições dos ministros de Agricultura e Pecuária do Mercosul causaram surpresa no encontro realizado em Esteio. Embora Argentina e Paraguai também tenham sacrificado animais recentemente, entre os países-membros do bloco apenas o Brasil possui casos comprovados de febre aftosa em seu rebanho, segundo as informações passadas pelos ministros.
‘‘Na Argentina, não há foco de aftosa’’, declarou o secretário da Agricultura, Pesca e Alimentação (cargo equivalente ao de ministro), Antonio Berhongararay. Ele esclareceu que foram mortos em seu país cerca de três mil animais ‘‘como medida preventiva’’, diante de exames sorológicos positivos para o vírus da aftosa.
Berhongararay acrescentou que não tem informações técnicas sobre a origem desta sorologia, procurando desfazer o mal-estar criado com o Paraguai desde que começaram a surgir insinuações na Argentina de que o gado do país vizinho teria sido o agente transmissor. ‘‘O Paraguai está livre de aftosa’’, observou o ministro da Agricultura e Pecuária, Enrique Jose Garcia de ZuÀiga, que confirmou, entretanto, a eliminação de 15 animais.

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