Brasília - O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse ontem que o corpo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) ''é muito conservador e é bom que seja assim''. Ele se referia ao estudo elaborado pelo Departamento Fiscal do Fundo que faz ressalvas à proposta de retirar da contabilidade do resultado primário do setor público os investimentos das empresas estatais. O documento reconhece, por outro lado, que há déficit de investimento em infra-estrutura em países latino-americanos.
Interessa ao Brasil, na condição de sócio, participar dos debates. Segundo Levy, a idéia é de que as regras de contabilidade dos gastos públicos brasileiros seja igual à dos demais países.
Esse foi o pedido feito por Brasil e mais 10 países latino-americanos que participaram da última reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Eles assinaram a Carta de Lima, na qual sugerem a exclusão dos investimentos das empresas estatais e também dos projetos financiados com recursos dos organismos multilaterais de crédito.

mockup