Técnicos do FMI criticam projeto do orçamento argentino
O projeto de orçamento para 2002 foi rejeitado e criticado pelos técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) que se encontram na Argentina desde terça-feira para verificar as contas públicas. Os encarregados da segunda missão do organismo, que trabalha no país disseram ao secretário de Fazenda, Oscar Lamberto, autor do projeto, que a situação fiscal é mais grave do que pensava.
Segundo informações de um assessor do secretário, os técnicos Luis Cuwedu e Ernesto Ramírez foram contundentes em suas avaliações negativas também sobre as projeções de crescimento, nas quais se espera uma contração de 2% a 4%, contra os 10% a 12% projetados pelas consultorias privadas e o próprio FMI. O governo acredita que a partir de julho haverá crescimento, ao contrário do FMI e dos economistas que apostam num PIB negativo para o ano.
Os técnicos insistem em que, para fechar as contas, o governo precisa fechar todas as torneiras, incluindo a de envio de recursos para as províncias. Além do corte de 13% do piso de US$ 1,364 bilhão de repasse do regime de co-participação de impostos, determinado pelo ex-ministro Domingo Cavallo, o presidente Eduardo Duhalde quer ampliar este corte para 25%. Mas esta será uma dura tarefa para o presidente porque os governadores não estão dispostos a ceder, como não o fizeram com o ex-presidente Fernando De la Rúa. Ontem, os governadores iriam se reunir para discutir o assunto e reclamar ao governo federal o envio dos lecop que Duhalde prometeu enviar para o pagamento de salários e outros.





