Foz do Iguaçu Manter a eficiência na produtividade agrícola sem agredir o meio ambiente. Este é o enfoque do 2º Congresso Mundial de Agricultura Conservacionista, um dos mais importantes fóruns do mundo no setor, iniciado ontem em Foz do Iguaçu. O evento reúne mais de 950 pessoas de 50 países até sexta-feira. Sua primeira edição aconteceu na Espanha, em 2001.
Organizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP) e Confederação das Organizações Americanas para a Agricultura Sustentável (CAAPAS), o encontro tem como foco a produção ''em harmonia com a natureza''. A idéia é enfatizar o plantio direto e o cultivo mínimo como modalidades eficientes de agricultura conservacionista.
Ontem, Moacir Medrado, da Embrapa Florestas, falou sobre potencial florestal e agroflorestal na preservação dos recursos naturais. A base do desenvolvimento sustentável consiste na cobertura permanente do solo, redução ou eliminação do revolvimento da terra e a rotação de culturas. As técnicas permitem maior proteção do solo e da água.
Hoje, os asiáticos falam sobre tecnologias emergentes de conservação de recursos naturais no sistema arroz-trigo no Sul e Centro da Ásia. O dia reserva ainda painéis sobre mitigação de CO2, mudança ambiental e agricultura conservacionista, certificação com selo verde para sistema de plantio direto e experiências com integração lavoura-pecuária.
Referência mundial na agricultura conservacionista, o Brasil tem uma área cultivada superior a 19 milhões de hectares sob o sistema de plantio direto na palha. Somente o Paraná somou 1,51 milhão de hectares (inverno) e 3,51 milhões de hectares (verão) de plantio direto na safra 2000/2001. A tabela, sem dados atuais no site da FEBRAPDP, exclui a safrinha.

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