Especialistas em feijão dos três Estados do Sul estarão reunidos hoje e amanhã no Iapar, em Londrina, durante a 5 Reunião Sul Brasileira de Feijão, que vai discutir vários aspectos da cadeia produtiva, incluindo a produção de feijão orgânico e os gargalos que existem na comercialização. Apesar dos ganhos no campo, consumo do feijão vem caindo fortemente no Brasil. Os debates serão realizados no Centro de Difusão de Tecnologia (CDT) e a abertura será às 8 horas, pelo presidente do Iapar, Florindo Dalberto.

Os debates sobre feijão acontecem num momento importante para o mercado. A falta de produção - por causa do clima - elevou o preço do produto para até R$ 60,00 no final da semana passada. E o feijão preto, preferido do consumidores de Curitiba e outros grandes centros, está com plantio atrasado e com baixo estoque.

O pesquisador Anésio Biachini, presidente da Comissão Organizadora, disse que o temário consta de palestras técnicas que incluem muitas novidades da pesquisa em várias etapas da cadeia produtiva, incluindo plantio e estocagem. A pesquisadora Lídia P. Yokohama, do Centro Nacional do Arroz e feijão falará sobre mercado.

A pesquisa mudou o perfil da produção de feijão nos 20 últimos anos. De cultura de subsistência, o feijão passou a ser uma cultura comercial, praticada por agricultores profissionais. Foram lançadas variedades mais produtivas, tolerantes ou resistentes à doenças; variedades de excelente desempenho culinário e nutricional, que os técnicos chamam de variedades de qualidade comercial.

Muitas das variedades lançadas pelo Iapar, além de alavancarem uma produção de escala comercial no Paraná, estão sendo plantadas hoje em outros Estados e são reconhecidas comercialmente nas Bolsas de Cereais e Mercadorias. Com plantas melhores, a pesquisa proporcionou suporte técnico para uma exploração comercial e de menor custo de produção para os produtores que podem transferir esse benefício para o consumidor.

Estudo técnico, encomendado pelo Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa (Consepa) sobre a evolução de várias culturais, aponta um grande avanço do feijão. Aos níveis tecnológicos dos anos 70, antes da pesquisa entrar em campo, o consumidor estaria pagando - no ano passado R$ 4,37/quilo. No entanto, o preço médio do feijão para o consumidr, ano passado, não pasou de R$ 0,74/quilo.

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