Técnicos da UFPR analisam a qualidade de combustíveis
Michele Muller
De Curitiba
A qualidade da gasolina dos postos de combustível do Estado passará a ser examinada por uma equipe de técnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A coleta do produto começou ontem, em seis estabelecimentos. O programa de monitoramento da gasolina está sendo realizado em todo o País, graças a parcerias da Agência Nacional do Petróleo com universidades federais e outras entidades.
O coordenador do projeto no Paraná, Carlos Imamoto, professor de Engenharia Química da UFPR, diz que o combustível de cerca de 160 postos do Estado será analisado todos os meses. Se for constatada alguma adulteração, fiscais da ANP ficarão responsáveis por fazer a autuação.
Uma das intenções do programa é fazer com que o sobe e desce dos preços da gasolina deixe de causar suspeitas na população. É uma forma de interagir com a comunidade. Antes, quando três postos de uma mesma rua ofereciam preços bem diferentes, muitas pessoas nos ligavam pedindo para que fizessemos exames. Nós encontramos muitos casos de adulteração, mas não podíamos fazer nada em relação ao problema, conta Imamoto. O laboratório da UNPR é o único no Estado com licença da ANP para relatar a qualidade de gasolina.
O ensaio leva até três dias para ser concluído. São feitos de 12 a 15 exames, que incluem a medição do teor de álcool, da densidade e a análise da cor do produto. A legislação, segundo o professor, prevê que 24% do combustível deve ser composto de álcool. Essa quantidade muitas vezes é aumentada, o que provoca uma redução no custo da gasolina.
Existem, no Paraná, cerca de 2300 postos. A escolha dos estabelecimentos para fazer a coleta de combustível é feita por meio de sorteio. Dessa forma podemos fazer uma mapeamento mais justo. O trabalho ficaria prejudicado se fizessemos as análises somente em cima de denúncias, explica.





