Técnicos da Suzuki visitam possíveis parceiros na região
Técnicos da Suzuki
visitam possíveis
parceiros na região
Comitiva desembarcou ontem em Londrina e hoje inicia contatos
Cláudia Lopes
Paulo Wolfgang
Nove técnicos da Suzuki, que desembarcaram ontem em Londrina, farão estudos no terreno oferecido pela Prefeitura à empresa, além de visitar 16 indústrias da região. Algumas delas podem tornar-se futuras fornecedoras da Suzuki, caso a empresa decida instalar uma montadora na cidade para a fabricação do modelo Vitara.
Para baratear o custo da produção, a Suzuki pretende desenvolver fornecedores num raio de 120 quilômetros de Londrina - mesmo que não sejam do setor automobilístico. Como detém o know how , a empresa prefere fomentar parceiras, através da adaptação de tecnologias, afirma José Cândido Miller, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
Uma visita a uma fábrica de tampinhas de garrafas está agendada para hoje. Esta indústria pode passar a produzir tampas para o sistema de arrefecimento dos veículos, exemplifica Miller. Entre as visitas programadas, os técnicos conhecerão uma indústria de injeção de plástico e as obras da metalúrgica Beta-Sul.
Miller conta que na última visita à cidade, há dois meses, os japoneses estiveram numa fábrica de bonés em Apucarana para saber como era feito o sistema de equalização (colagem do tecido na espuma). Este sistema pode ser aproveitado na confecção dos bancos. Esta é a terceira visita dos japoneses a Londrina. Miller acredita que a cidade tem grandes chances de ser escolhida para sediar a montadora. Tanto que, na documentação interna da Suzuki, o projeto chama-se Londrina.
Paulo Wolfgang
Em estudoHiroyuki Suzuki, gerente de produção da montadora, diz que o grupo ainda avalia se vai ou não investir no Brasil. O projeto de viabilidade chama-se Londrina. Técnicos conheceram ontem o Londrina Golf (ao lado)O gerente de produção da empresa, Hiroyuki Suzuki, não quis revelar à Folha a data do anúncio da cidade brasileira que será sede da indústria. Ainda nem decidimos se vamos nos instalar no Brasil, desconversou. Mas, segundo ele, Londrina está nos planos do grupo.
Hiroyuki Suzuki também não menciona o valor do investimento, tamanho do projeto e a geração de empregos. Nós somos apenas engenheiros.
O presidente da Codel conta que um dos maiores empecilhos na atração da indústria para o País é o fato do governo brasileiro querer taxar o IPI do Vitara como se fosse um modelo normal. Como qualquer outro utilitário, a taxação teria que ser menor, entende Miller.
Logo após o desembarque em Londrina, seis técnicos foram jogar golfe no Londrina Golf Club e três foram pescar. Também chegaram no mesmo vôo três fornecedores da Suzuki no Japão.





