Técnicos da Receita voltam ao trabalho hoje
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quinta-feira, 01 de abril de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos técnicos da Receita Federal que iniciou ontem em todo o País não durou 24 horas. O governo federal fez uma proposta que foi parcialmente aceita pelos servidores federais. O governo propôs a instituição de uma gratificação de incremento à arrecadação que vai garantir um reajuste médio de 30% para a categoria. O único impasse é que a gratificação não atenderia, pela proposta governamental, os aposentados e pensionistas.
Segundo o delegado sindical dos técnicos da Receita Federal em Curitiba e presidente do Conselho Estadual de Delegados Sindicais, João Caputo e Oliveira, os técnicos reclamaram e o governo pediu o prazo de dez dias para apresentar uma nova proposta que também atenda os inativos. ''Em Curitiba e Foz do Iguaçu decidimos que vamos dar a oportunidade para que o governo federal faça sua proposta final. Mas vamos ficar em estado de mobilização com indicativo de greve caso não haja um acordo'', analisou ele.
As decisões nos estados serão submetidas à plenária nacional. Até o fechamento desta edição, ainda não haviam sido tabulados os resultados das assembléias em todo o Brasil. A categoria estima que ontem permaneceram em greve 95% dos 7,5 mil técnicos da Receita Federal. No Paraná são 580 técnicos sindicalizados. Os serviços de atendimento ao contribuinte em portos, aeroportos e em delegacias regionais parou. O serviço interno, que corresponde ao gerenciamento de correio eletrônico e o despacho de processos, também foi prejudicado com a greve.
Os agentes da Receita Federal não aderiram ontem à paralisação, mas fizeram uma assembléia no final da tarde e decidiram aguardar o prazo de dez dias para uma nova proposta do governo. Segundo a presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais da Receita Federal, Clair Maria Hickmann, a categoria rejeitou a proposta de classificação dos funcionários públicos com reajustes que chegariam a 30% porque não contemplava os inativos. ''Isto seria aceitar a diferenciação entre ativos e inativos. Não é justo'', disse ela.
A decisão ainda terá que passar pelo crivo do sindicato nacional, que deve anunciar hoje o resultado da tabulação das decisões regionais.


