Técnicos do Iapar, cooperativas e Emater avaliam hoje os danos causados pelo ataque de lagartas nas lavouras de milho. Às 15 horas, no Iapar, haverá entrevista à imprensa, quando os pesquisadores devem recomendar as medidas a serem tomadas em cada situação.
O objetivo é evitar o agravamento do problema e as medidas a serem recomendadas levarão em conta a fisiologia da cultura e a economicidade das medidas - segundo o engenheiro agrônomo Antônio Motter, coordenador da Área de Difusão de Tecnologia.
A estiagem nas regiões Norte, Noroeste, Norte Pioneiro e parte da região central tem facilitado a incidência de lagartas nas lavouras de milho. Para o entomologista Rodolpho Bianco, os veranicos dificultam a recuperação da planta e torna o ataque mais prejudicial.
Os Núcleos Regionais da Seab confirmam a presença das pragas em maior quantidade no Norte PIoneiro. Nos 19 municípios da região de Londrina, a engenheira agrônoma Rosângela Zaparoli Vieira, da Seab, constatou que as pragas nesta região são a lagarda de solo - lagarta rosca -, que tem hábito noturno e ataca as plantas novas. E a elasmo, que ataca o colmo das plantas novas. Não há lagarta de cartucho na região porque o estágio da planta ainda não atingiu o tamanho e idade suscetíveis.
Segundo a Seab e cooperativas do Oeste, Sudoeste e Campos Gerais, essas regiões etão recebendo chuvas abundantes e não têm problemas com ataque de insetos.