As suspeitas de focos de aftosa no Paraguai podem ser atribuidas a reações sorológicas positivas dos animais a uma possível onda de vacinação e não necessariamente proveniente de infecção. A observação é de Luiz Alberto Pinheiro, coordenador do projeto Bacia do Prata, órgão que executa o convênio entre o Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia para erradicação da doença.
Apesar disso, Pinheiro acha que os casos positivos detectados pela Argentina têm que ser melhor investigados para tranquilizar os países do Cone Sul que estão num trabalho intensivo de proteger seus rebanhos contra a doença. De acordo com o especialista, a investigação vai revelar se as reações positivas são decorrentes de anticorpos com infecção ou remanescentes de vacinações anteriores.
Para ele, as reações positivas em animais adultos que foram submetidos a muitas vacinações ao longo da vida são consideradas normais e não se pode atribuir à existência de focos de doença, porque não são de infecção (V.C.)

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