ArquivoPreocupaçãoAproximação do período de inverno é motivo de preocupação no Paraná. Café é o mais vulnerável O meteorologista Cezar Gonçalves Duquia, do Simepar, descartou ontem que a ocorrência de geadas no início do Outono seja prenúncio de inverno rigoroso. Segundo ele, as informações que chegam do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) são de um período normal de baixas temperaturas, com a ocorrência de 10 a 12 geadas comuns na região Centro Sul e de 2 a 4 geadas, no Norte, durante os meses de junho, julho e agosto. Esta previsão, no entanto, é motivo mais do que suficiente para preocupação dos agropecuaristas e para que as instituições montem sistemas de alerta para medidas de prevenção.
O Simepar e o Iapar vão reativar a operação conjunta de informações meteorológicas que permitem prever a ocorrência de geadas com até 48 horas de antecedência. Já é possível ter uma noção da formação de geadas com 5 dias de antecedência, o que permite ao produtor rural se prevenir contra os efeitos da queda de temperatura sobre suas lavouras, informou o meteorologista Cezar Gonçalves Duquia, do Simepar.
Este serviço será reativado até o final do mês, mas poderá ser antecipado se as quedas de temperatura, como as que ocorreram neste final de semana, se tornarem mais frequentes. Basicamente foi a primeira geada do ano, considerada fraca, nas regiões Sul e Centro Sul. As temperaturas mais baixas registradas pelo Simepar foram no sábado em Palmas, com 1,6º C e Guarapuava, com 2,6º C. Para os próximos quatro dias, a previsão é de elevação na temperatura em todas as regiões do Estado.
O Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura não detectou danos às lavouras nas regiões atingidas pelas geadas, porque eram de fraca intensidade. A lavoura mais sensívei a uma baixa acentuada na temperatura é o milho safrinha, que atualmente ocupa uma área de 680 mil hectares no Estado. Apesar de ser uma cultura de risco, teve um aumento na área plantada de 18%, como alternativa ao trigo, principal cultura de inverno no Estado. Cerca de 68% da lavoura encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo, o que aumenta o risco de perdas.
O serviço de prevenção de geadas foi implantado há dois anos, mas em 1995, funcionou como piloto. Já no ano passado, as previsões feitas pelo Simepar/Iapar acertaram 100% das ocorrências, afirmou Duquia. Essa previsão é benéfica fundamentalmente para os produtores de café, que estão renovando suas lavouras. Isso porque a planta, quando é nova mantém a haste flexível, o que permite o enterio, ou seja ela pode ser coberta com terra sem correr o risco de quebrar. Assim, pode ser protegida por 4 a 5 dias, até passar as baixas temperaturas.

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