Para o ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, Carlos Thadeu de Freitas, a redução no crescimento do PIB semestral (de 1,12% para 0,79%, segundo nova metodologia) é sinal para o governo ser mais ousado na redução da taxa básica de juros, atualmente fixada em 16,5%. ‘‘Isso mostra que a economia está crescendo, mas não está exatamente num ciclo virtuoso’’, afirma Freitas.
O resultado apurado em 99 e conhecido até agora, de 1,12%, havia sido encontrado pelo antigo método das contas trimestrais. Pela nova metodologia agora adotada pelo IBGE, o crescimento da economia foi bem menor, de apenas 0,79%.
A metodologia que ‘‘encolheu’’ os indicadores já era usada no cálculo do PIB anual e é considerada mais realista pelos técnicos, pois exclui o efeito dos impostos no crescimento, um impacto semelhante ao da inflação. A perspectiva é que, neste ano, o indicador atinja a marca histórica da casa do trilhão.
Para o economista Carlos Langoni, também ex-diretor do BC, diante das limitações impostas pelo déficit na conta corrente, é melhor que o Brasil cresça num ritmo mais lento, porque uma aceleração no consumo poderia ter efeitos negativos e deflagrar mais inflação. Por outro lado, Langoni diz que 4% de crescimento para o país este ano é pouco para o porte da economia brasileira.

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