Técnico da Caixa garante que não foram detectadas falhas
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terça-feira, 11 de junho de 2002
Agência Estado 
Brasília - O superintendente Nacional do FGTS, Joaquim Lima, garantiu ontem que ainda não detectou nenhum erro na emissão dos extratos e no cálculo do crédito complementar que está sendo informado aos trabalhadores. Anteontem, o ministro do Trabalho, Paulo Jobim, havia admitido que poderia haver alguma divergência entre os extratos fornecidos pelos bancos e os emitidos pela Caixa para o pagamento da diferença de correção monetária devida por ocasião dos planos Verão e Collor.
O técnico da Caixa Econômica Federal (CEF) pediu paciência aos trabalhadores e explicou, passo a passo, como a instituição emitiu o extrato e chegou ao valor do crédito a ser pago a cada um. Primeiro, ele disse que é fácil para o trabalhador comprovar que a base de cálculo que a Caixa usou é a mesma do extrato original, no banco depositário.
Para isso, o trabalhador nem precisa ir ao banco de origem e pedir um extrato. Ele tem a imagem do seu extrato antigo, com todos os dados informados pelo banco, no site da Caixa. Para fazer a consulta, basta digitar o código do extrato que está informado no documento novo, que ele recebeu via correio.
A consulta ao extrato pode também ser feita nos 68 Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) em funcionamento nas maiores cidades do País exclusivamente para este atendimento, além de 800 agências da Caixa que, nesse período inicial de pagamento do FGTS, estão funcionando em horário ampliado.
De acordo com Joaquim Lima, o que está ocorrendo é que, muitas vezes, o trabalhador recebeu apenas um extrato, que não representa a totalidade do crédito a que ele tem direito. Com relação ao cálculo propriamente dito, o superintendente Nacional do FGTS afirmou que a chance de erro é zero. O cálculo é complexo, pois envolve um período de correção de 12 anos, sendo os critérios diferentes para cada plano econômico. Por exemplo, no plano Verão (janeiro de 1989) a forma de correção do FGTS era trimestral e no plano Collor (abril de 1990), mensal.
Lima lembrou que o trabalhador não deve esquecer que nesses 12 anos a moeda do País mudou várias vezes, houve mudança de padrão monetário, com corte de zeros, e mesmo o plano Real, mais recente, dividiu tudo por 2.750. Caso o trabalhador não concorde com o cálculo apresentado ou tenha provas de que tem mais a receber, Lima disse que não haverá problema para a Caixa refazer a conta.


