Técnico aponta mercado para não-transgênicos
Lúcia Monteiro
Agência Estado
O Brasil tem uma posição estratégica no mercado mundial quanto à produção de soja não-transgênica, segundo Neil Griffiths e Jochen Koester, os criadores do selo Cert ID, que atesta a ausência de organismos geneticamente modificados nos alimentos. Eles participaram ontem do IX Seminário Pensa de Agribusiness, que acontece em Águas de São Pedro, no interior de São Paulo. Há mais demanda do que oferta por alimentos não-transgênicos e o Brasil é o único grande fornecedor mundial que ainda não aderiu às culturas modificadas, afirmou Griffiths.
De acordo com ele, pesquisa recente mostrou que 96% dos consumidores do Reino Unido não querem comida transgênica. Isso levou as principais cadeias de supermercados britânicas, como Asda, Tesco, Sainsbury e Mark & Spencer a exigir garantias dos fornecedores de ausência de transgênicos nos seus produtos. Ele disse que a Sainsbury apoiou a criação do selo e pediu sua divulgação entre fornecedores de soja como Cargill, ADM, Ceval e outros. Para as cadeias de supermercados é um problema a inexistência de um selo uniforme para os alimentos convencionais na avaliação de Griffiths.
O Cert ID é uma joint venture entre a empresa norte-americana Genetics ID, responsável pela parte técnica, e a Law Labs, do Reino Unido, que cuida da parte legal. O Cert ID foi criado em fevereiro deste ano.
Os criadores do selo Cert ID acreditam que os produtores de soja brasileiros podem obter prêmios de 2% a 15% com a venda de soja convencional, se puderem dar garantias sobre isso.





