A aclamada série Assassin's Creed trouxe pelo menos um game por ano nos últimos tempos, entusiasmando ou decepcionando fãs, dependendo de cada título. Entre acertos e erros, o fato é que a aposta atual da Ubisoft agradou quem curte a franquia. Nesta semana, a publisher encerra a trilogia Assassin's Creed Chronicles, com o lançamento da aventura ambientada na Rússia, durante a Revolução de 1917 no país, também conhecida como Outubro Vermelho. Nos outros dois títulos, o primeiro lançado em abril de 2015 e o segundo no mês passado, o jogador se aventura na China e Índia, respectivamente.

Sem dúvida, a grande sacada da produtora francesa em Chronicles foi fugir do já batido formato 3D em mundo aberto e colocar o jogador na pele de mestres assassinos numa aventura em 2.5D de pura furtividade. Os famosos game side-scrolling - a popular tela lateral dos antigos games 2D (lembra do Super Mario World para Super Nintendo?) - se inovam e ganham profundidade nos belos cenários animados da trilogia. A Ubisoft já usou essa técnica 2.5D com excelência em outras oportunidades. A última delas que fez grande sucesso foi em Rayman Legends, com cenários bem construídos, desafiadores e muito bonitos.

A reportagem da FOLHA jogou o segundo e o terceiro capítulos da trilogia Chronicles. A furtividade e os belos cenários são pontos altos em ambos os jogos. No caso da Índia, cada ambiente parece ter sido pintado a mão, numa espécie de aquarela digital. Já na Rússia, a trilogia é fechada num clima mais sóbrio, com muitos tons de cinza e vermelho em cenários igualmente belíssimos e cheios de possibilidades em que o jogador controla a personagem Nikolai Orelov.

No quesito jogabilidade, há pontos altos e baixos. Se esconder e esquivar dos inimigos será peça chave para o sucesso em cada fase, com controles razoavelmente intuitivos. Entretanto, muitas vezes ser descoberto significa uma morte instantânea, sem segunda chance para quem está no comando do mestre assassino. No caso do último game lançado, o nível de dificuldade mais elevado faz com que as mortes sejam recorrentes, muitas vezes irritantes, o que deixa o jogador frustrado para prosseguir. Em alguns momentos, tentativa e erro é a única forma de atingir o sucesso. Em contrapartida, o êxito em criar estratégias e usar artimanhas vencendo os desafios mais difíceis pode atrair jogadores mais hardcore.

E você pode pensar, qual é o nível de imersão nas histórias? É possível dizer que o segundo jogo da série atingiu o ápice no enredo, com uma narrativa mais rica e envolvente. Já na Rússia, mesmo com a Revolução Bolchevique sendo um prato cheio para narrativas, ela acaba ficando em segundo plano, com o jogo completamente focado num gameplay desafiador.

Por fim, uma afirmação é incontestável: a Ubisoft tem trabalhado muito para lançar games com grande frequência e, entre frustrações e jogos aprovados pelo público, a publisher se volta para a inovação. Ainda em fevereiro, a grande aposta é por Far Cry Primal, jogo em primeira pessoa ambientado na idade da pedra, com lançamento previsto para o dia 23. É esperar para conferir.

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