Teca recebe 3 mil toneladas de carga
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Aos poucos, quem precisa importar mercadorias está descobrindo o Terminal de Cargas Aéreas (Teca) do Aeroporto de Londrina. Ele existe há cinco anos, mas passou muito tempo sem ser utilizado pela iniciativa privada. Beto Ávila, da Rolemax, distribuidora e importadora de rolamentos, usou o Teca pela primeira vez nesta semana. Até então, desembaraçava os produtos no Porto de Paranaguá.
"Foi uma boa novidade para mim. Bem mais rápido e mais barato", afirma ele, que trabalha com importação há cinco anos. De acordo com o empresário, a carga de rolamentos de 13 toneladas, que veio da China, chegou na terça-feira e já estava disponível ontem. "Lá em Paranaguá, quando dá canal verde (situação em que somente a documentação é examinada), a gente tem de esperar uma semana. Se cai no vermelho, é muito mais tempo", declara.
Ávila se diz "orgulhoso como londrinense" de contar com um serviço "tão eficiente". "Além disso, estou economizando. Iria gastar R$ 2 mil de taxas para desembaraçar a carga no porto. Aqui, gastei apenas R$ 622", conta.
Karine Martins Melaré, da Fil&Segmento, é agente de cargas e tem Beto Ávila como cliente. Ontem, também foi sua primeira experiência no Teca de Londrina. "Foi tudo muito tranquilo e mais barato", afirma.
Segundo ela, que atende cerca de 80 importadores na região, as pessoas preferem o Porto de Paranaguá por desconhecimento do Teca. "A Infraero oferece uma promoção que dá desconto de 45% a 65% nas tarifas de armazenagem", explica. De acordo com Karine, somente cargas perecíveis não podem ser importadas pelo terminal. "Essas cargas que precisam da análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não podem vir pelo Teca", declara.
O superintendente da Infraero em Londrina, Marcus Vinícius Pio, responsável pelo Teca local, diz que a receita do terminal cresceu 4.000% neste ano. Ele não tinha números absolutos para informar. "Na semana passada, tivemos uma grande carga que precisou de três caminhões", ressalta.
De acordo com ele, o Teca ainda tem ociosidade porque há desconhecimento por parte da sua existência pelos empresários. "Estamos fazendo um trabalho muito forte de divulgação e sensibilização para despachantes e agentes de carga", informa.


