Curitiba- Dois auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) estão no Porto de Paranaguá desde a última quarta-feira e devem permanecer lá até o dia 11 de agosto para verificar possíveis irregularidades. Os dois profissionais são da Secretaria de Fiscalização de Desestatização (Sefid) do TCU. A solicitação para realizar este levantamento foi do Congresso Nacional.
Depois de concluído o levantamento os auditores vão fazer um relatório e, em seguida, encaminhar para o ministro relator do processo, Augusto Nardes. Na sequência, o assunto será submetido ao plenário do TCU.
O economista Luiz Antonio Fayet disse que a solicitação de investigação enviada ao TCU pelo Congresso é baseada no relatório da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que apontou uma série de irregularidades no Porto de Paranaguá. ''O TCU pode determinar ao Ministério dos Transportes um procedimento como a intervenção federal e a punição dos administradores'', afirmou.
Entre os problemas que já foram apontados pela Antaq estão a proibição da movimentação de transgênicos, a falta de dragagem, a não comprovação dos contratos de manutenção dos bens patrimoniais da União, a não apresentação do Programa de Arrendamento, a falta de medidas que asseguem a proteção ao meio ambiente, entre outras irregularidades.
Um relatório divulgado em 15 de junho do ano passado pelo TCU já havia dado prazo de 90 dias para que a Antaq fizesse o porto obedecer regulamentações que não estavam sendo cumpridas.
''A gente esperava isso (a vinda dos auditores) de um momento para o outro'', disse o diretor geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes. Ele contou que a Comissão de Portos, formada por cerca de 20 entidades, entregou um relatório há um mês ao TCU apontando todas as irregularidades que a Antaq já tinha constatado. ''Não dá para passar uma outra safra com problemas em Paranaguá'', destacou.

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