O Tribunal de Contas da União aprovou ontem, por unanimidade, a privatização do Sistema Telebrás, com leilão marcado para amanhã na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O relator do processo, ministro Bento Bugarin, fez um parecer elogioso ao governo por ter aumentado, em média, em 20% os preços mínimos sugeridos por empresas de consultorias para as 12 holdings em que a Telebrás foi dividida para a privatização.
Juntas, as 12 holdings tiveram preço mínimo fixado em R$ 13,47 bilhões. Bugarin disse que o governo ‘‘procedeu os necessários ajustes para que a venda das empresas seja feita sem risco de prejuízo ao erário. A disparidade mais grave destacada por Bugarin foi constatada na avaliação da Embratel.
Uma das empresas de consultoria sugeriu, como preço mínimo para a venda da empresa, valor 54% menor que o adotado pelo governo. O aumento do preço mínimo da Embratel pelo Ministério das Comunicações, segundo o ministro, ‘‘demonstra a sensibilidade do governo para a questão, pois a empresa apresenta alta atratividade’’ .
‘‘Não fosse a atitude do governo, elevando substancialmente o preço da Embratel, dificilmente o governo teria condições de aprovar este estágio (a venda), tendo em vista que o preço mínimo sugerido pelos consultores não se encontra dentro de parâmetros que possam ser considerados razoáveis’’, disse o ministro.

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