Curitiba - O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou, esta semana, que uma auditoria realizada no Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, entre 21 de fevereiro e 10 de junho deste ano, identificou deficiências e problemas na sua operacionalização. O relatório apontou falhas em relação à estrutura dos serviços de defesa agropecuária em alguns estados, falta de ações de educação sanitária e a precariedade do controle do tráfego internacional ilegal de animais.
De acordo o TCU, a auditoria verificou que a deficiência e a falta de apoio policial nas barreiras sanitárias internacionais não garantem o controle do trânsito internacional de animais nas extensas fronteiras secas do Brasil. Os auditores também apontaram falhas no treinamento de profissionais para identificar sintomas da doença e saber como agir em caso de suspeita ou constatação de foco.
O TCU recomendou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que adote, entre outras medidas, a realização de barreiras volantes nas áreas de fronteira internacional. Recomendou, ainda, a uniformização de procedimentos para uma atuação conjunta e eficiente sobre denúncias ou suspeitas de focos de doenças infecto-contagiosas.

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