TCP investe R$ 128 mi para modernizar porto
O Porto de Paranaguá pode se tornar o segundo maior terminal do Brasil em movimentação de contêineres. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) consórcio que assumiu a operação do terminal em novembro de 1998 promete investir R$ 128 milhões, até o final de 2002, na ampliação e modernização do terminal, a fim de torná-lo um dos mais competitivos da América Latina. Hoje, o TCP ocupa a terceira posição no País, perdendo apenas para os portos de Santos (SP) que tem quatro grandes terminais e do Rio Grande (RS).
Outros R$ 100 milhões estão previstos para uma segunda etapa de investimentos, que deve se estender de janeiro de 2002 até o final de 2003, informou o gerente comercial do TCP, Marcelo Marder. A terceira e quarta etapas de ampliação do terminal vão depender da demanda do mercado. A conclusão dessas fases estão previstas para 2007 e 2012, respectivamente.
Até agora, foram investidos R$ 37,7 milhões. Segundo Marder, a maior parte desses recursos R$ 22 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos, que deverão estar instalados e em operação até o final do ano e darão maior agilidade à operação portuária. O restante foi aplicado em obras civis.
Parte dos equipamentos chegaram esta semana. Os primeiros a desembarcar no Porto de Paranaguá foram 12 terminal tractors (modelo TT120), que são caminhões de tecnologia norte-americana especializados para operações portuárias. Eles servem para transportar contêineres horizontalmente durante as operações de carregamento ou descarregamentos dos navios.
O TCP também recebeu 14 terminal traillers que são usados como carretas dos terminal tractors. Esses equipamentos fabricados no Paraná, mas com tecnologia holandesa possuem desenho especial que facilita o encaixe dos contêineres. Sua capacidade de carga é de 50 toneladas, ou seja, pode transportar dois contêineres de 20 pés ou um contêiner de 40 ou 50 pés.
Nesta primeira fase, explicou Marder, serão instalados seis transtêineres, espécie de pontes rolantes que vão fazer a movimentação dos contêineres no pátio de operações do terminal, onde as cargas que chegam ou saem do porto ficam armazenadas. A instalação começa em agosto e se dará em três etapas, dois equipamentos a cada mês.
Também está prevista a instalação de dois portêineres, um em novembro e outro em dezembro deste ano. São enormes guindastes que, instalados junto ao cais, farão o carregamento ou descarregamento dos contêineres nos navios. Hoje, essa operação utiliza os guindastes das próprias embarcações que são transportados por caminhões convencionais, o que torna a operação mais lenta.
Segundo Marder, com a entrada em operação desses novos equipamentos o terminal aumentará para 60 movimentos de carga e descarga por hora. A média atual é de 8 movimentos/hora. Um navio que, hoje, demora 24 horas para descarregar vai reduzir o tempo para seis horas.





