Curitiba – O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e o Sindicato dos Estivadores do Porto de Paranaguá fecharam acordo sobre utilização de mão-de-obra para as operações de estiva no terminal, a partir da entrada em operação de dois portêineres. O primeiro desses equipamentos estará funcionando na segunda quinzena de abril e fará as operações de carga e descarga entre o pátio de armazenagem e os navios. A escalação dos trabalhadores continuará sendo feita pelo OGMO, como determina a lei.
O acordo prevê o remanejamento imediato de mão-de-obra. Em cada terno, dois guincheiros (categoria que pertence ao Sindicato dos Estivadores) serão substituídos por dois operadores de portêineres, contratados junto à categoria dos arrumadores. Nessa fase, as equipes atuarão com dez trabalhadores por terno, com a remuneração de 11,75 cotas. Foi acertado também o valor da cota - R$ 1,55 por contêiner cheio e R$ 0,70 por contêiner vazio.
Outra decisão acordada é o compromisso do TCP de realizar um PDV – Programa de Desligamento Voluntário – para os estivadores, em conformidade com a lei que está em tramitação no Congresso Nacional.
‘‘O acordo é importante para nós, trabalhadores portuários de Paranaguá. Estamos conscientes de que a modernização está aí e que esse acordo e o trabalho do TCP vai ser importante para chamarmos mais carga para o Porto’’, justifica Ubirajara Maristany, presidente do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá e Pontal do Paraná. Para Mauro Marder, diretor superintendente do TCP, ‘‘esse acordo é muito importante para as duas partes, e significa um grande avanço rumo à modernização do Porto’’.

mockup