TC pode manter investigação
Advogados da inspetoria do Tribunal de Contas do Paraná (TC) analisam a possibilidade de continuidar as investigações de denúncias de irregularidades ocorridas no Banestado durante o processo de privatização, mesmo com a compra do banco pelo grupo Itaú. O Estado do Paraná terminou o saneamento das contas do banco com dívidas de R$ 5,8 bilhões junto ao governo federal.
O Sindicato dos bancários solicitava que o tribunal suspendesse o leilão até que as acusações fossem apuradas. O relator, conselheiro Nestor Baptista, aguarda manifestação dos advogados do tribunal para saber se dará continuidade às análises. O relator havia determinado prazo até sexta-feira para a defesa da direção do banco.
Uma das principais reclamações do sindicato diz respeito à lista de operações temerárias do banco. Ao todo, R$ 250 milhões foram incluídos como débitos de difícil recebimento e o governo do Estado se responsabilizou por esse passivo. O agravante da lista de débitos de difícil recuperação é que parte das empresas incluídas citadas ainda tem prazo para saldar as dívidas. Outras estão renegociando ou discutindo na Justiça os valores.
A Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (CIC) consta da lista de devedores com R$ 53,8 milhões de débitos. Segundo a direção da Companhia, a dívida foi transferida para o Governo do Paraná em 1999. Desde então, não há mais relação de débito e crédito entre a CIC e o Banestado. Agora a companhia discute administrativamente a cobrança de juros sobre juros na composição da dívida, que só vencerá em 2003. Em 1998, a CIC alega que abateu junto ao Banestado parte da dívida, pagando R$ 13 milhões.(Emerson Cervi)





