TC determina auditoria no Banco del Paraná
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Carmem Murara 
O Banco del Paraná, instituição financeira do Banestado no Paraguai, passará por uma nova auditoria interna multidisciplinar. A fiscalização foi determinada pelo Tribunal de Contas do Estado. O TC acolheu parecer do procurador Fernando Guimarães, da Procuradoria do Estado junto ao tribunal, que considerou inquestionável a competência do órgão na fiscalização de recursos públicos estaduais alocados no Banco del Paraná.
Em sessão plenária, os conselheiros do tribunal rejeitaram um dos processos de pagamento de funcionários ocorrido em junho de 1994 no banco paraguaio. Na época, o então presidente do Banco del Paraná, Alceu Carlos Preisner, autorizou o pagamento de US$ 20 mil, a título de luvas, para um funcionário contratado pela instituição paraguaia. Ele recebeu o dinheiro extra para atuar como superintendente geral do banco, em Assunção. Além do montante, ele teria o salário mensal equivalente à função.
A 2ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas analisou as contas do Banco del Paraná. O pagamento extra ao superintendente recebeu parecer contrário da inspetoria. O presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, disse ontem que aprovou a determinação do Tribunal de Contas de vistoriar o Banco del Paraná. Ele afirmou que é necessário apurar qualquer indício de irregularidade, mesmo que ela se refira a anos passados. É necessário fazer a apuração, pois a operação feriu as normas da atividade bancária, afirmou.
Ainda sem ter tomado conhecimento da determinação dos conselheiros do tribunal, Neco Garcia disse que desaprovaria a operação feita em 94. Isso é ilegal, afirmou.
A auditoria do tribunal vai verificar como se dá o processo de controle do Banestado sobre o Banco del Paraná. Serão analisadas ainda as operações de transferência, investimentos, inversões de capitais e movimentação de recursos públicos estaduais.


