Taxistas vendem carros
O taxista Moacir Rosa está negociando seu carro usado com uma revenda de Londrina para tentar usufruir da isenção de ICMS para a categoria, que termina na próxima semana. Não sei se vai dar tempo. O negócio tem que ser fechado até amanhã. O problema é que a concessionária precisa concordar em aceitar o meu usado, que é consorciado, contou Rosa, que trabalha há 30 anos na cidade.
A retirada da isenção de ICMS deve desaquecer o mercado, além de sucatear a frota, na opinião dos taxistas londrinenses. O supervisor de vendas da Cipasa, Luiz Alberto Pozinato, acredita que a medida irá paralisar as vendas para a categoria.
Segundo ele, a concessionária comercializa cerca de cinco carros por mês para taxistas. Ontem, alguns deles estiveram na revenda para negociar. Se os interessados correrem, ainda dá tempo de conseguir o desconto, acredita Pozinato. Para obter a isenção, a nota de compra precisa ser faturada até amanhã, explicou.
O Santana 1.8 MI, um dos preferidos pelos taxistas, custa R$ R$ 22.280 na Cipasa. Com a isenção de ICMS, o preço cai para R$ 19.600. E como 90% da frota de Londrina é nova, os taxistas vão esperar para saber qual será a política do governo antes de trocar de carro, disse Pozinato.
O taxista Paulo Pereira reclama também da queda no faturamento. Há cinco anos, fazia uma média de 15 corridas por dia. Hoje, faço 10, calcula ele, que ganha cerca R$ 1,2 mil por mês. Computando as despesas, o líquido cai para R$ 800. Pereira trabalha 16 horas por dia. O taxista Paulo Ferreira conta que às vezes fica três dias fora de casa para tentar incrementar a renda. Às 17 horas de ontem, ele fez sua primeira corrida do dia, ganhando R$ 9,80. Só que comecei a trabalhar às 7 horas.Mário CesarMoacir Rosa, que está vendendo seu taxi usado para ganhar com isençãoCláudia Lopes





